O Brasil deu um grande passo em direção ao fim da educação pública, enquanto alguns países que querem crescer, como China, tem investido maciçamente em educação, o Brasil faz o caminho inverso. Além dos problemas com as estruturas das escolas, como: falta de material didático, de cadeiras adequadas para os alunos, quadros apoiados por cadeiras, salas repartidas por divisórias de madeira, infiltrações, forro caindo, banheiros interditados, quadras interditadas, prédios onde funcionam escolas interditados que terão que ser demolidos, anos letivos que começaram atrasados e terminaram dentro do ano subsequente porque as obras nos prédios não foram concluídas a tempo, aprovação automática muitas vezes de alunos que não tem condições de avançar no processo avaliativo, mas tem que ser promovido, já que para os governantes o importante são os números e não o aprendizado, a falta de diálogo dos governantes com os profissionais em educação. Tivemos mais um baque quando em Juazeiro do Norte/CE, os vereadores aprovaram uma redução salarial de 40% para os professores alegando corte de despesas. Um professor de 20 horas semanais, vai passar a receber R$ 887,00, em quanto o salário do vereador desse município é de R$ 10.078,00, para comparecer a duas seções plenárias por semana, e a secretária de educação desse município ainda teve coragem de dar uma entrevista afirmando que isso é legal. Talvez o fim da educação pública seja a melhor solução para o nosso país, assim, os empresários, muitas vezes políticos, donos de escolas particulares, terão condições de manter suas escolas com bastante aluno. Todos os dias haverá aula, a estrutura será bem melhor, “os profissionais motivados”, “bons salários”. O imposto que pagamos para ter uma educação gratuita e de qualidade, será devolvido para nós, ou melhor, nem pagaremos esse imposto, e essa ideia pode também ser usada na saúde. Não precisaremos de secretaria de educação cheia de funcionários, nem de secretário de educação, pois a educação pública deixará de existir, então não terá sentido a manutenção desses funcionários, a corrupção irá diminuir, já que as verbas para a educação não existirão. É uma pena que a educação pública brasileira esteja caminhando para isso, mas a sociedade não está muito preocupada, os profissionais em educação lutam sozinhos essa guerra, vez ou outra aparecem algumas pessoas apoiando esses movimentos a favor da melhoria da educação, mas são raros. Esses são meus votos de luto para uma educação pública que se encontra na UTI (Última Tentativa Ignorada), com o velório totalmente pago pelos políticos, com nosso dinheiro.
O fim da educação pública no Brasil
ResponderExcluirO Brasil deu um grande passo em direção ao fim da educação pública, enquanto alguns países que querem crescer, como China, tem investido maciçamente em educação, o Brasil faz o caminho inverso. Além dos problemas com as estruturas das escolas, como: falta de material didático, de cadeiras adequadas para os alunos, quadros apoiados por cadeiras, salas repartidas por divisórias de madeira, infiltrações, forro caindo, banheiros interditados, quadras interditadas, prédios onde funcionam escolas interditados que terão que ser demolidos, anos letivos que começaram atrasados e terminaram dentro do ano subsequente porque as obras nos prédios não foram concluídas a tempo, aprovação automática muitas vezes de alunos que não tem condições de avançar no processo avaliativo, mas tem que ser promovido, já que para os governantes o importante são os números e não o aprendizado, a falta de diálogo dos governantes com os profissionais em educação. Tivemos mais um baque quando em Juazeiro do Norte/CE, os vereadores aprovaram uma redução salarial de 40% para os professores alegando corte de despesas. Um professor de 20 horas semanais, vai passar a receber R$ 887,00, em quanto o salário do vereador desse município é de R$ 10.078,00, para comparecer a duas seções plenárias por semana, e a secretária de educação desse município ainda teve coragem de dar uma entrevista afirmando que isso é legal. Talvez o fim da educação pública seja a melhor solução para o nosso país, assim, os empresários, muitas vezes políticos, donos de escolas particulares, terão condições de manter suas escolas com bastante aluno. Todos os dias haverá aula, a estrutura será bem melhor, “os profissionais motivados”, “bons salários”. O imposto que pagamos para ter uma educação gratuita e de qualidade, será devolvido para nós, ou melhor, nem pagaremos esse imposto, e essa ideia pode também ser usada na saúde. Não precisaremos de secretaria de educação cheia de funcionários, nem de secretário de educação, pois a educação pública deixará de existir, então não terá sentido a manutenção desses funcionários, a corrupção irá diminuir, já que as verbas para a educação não existirão.
É uma pena que a educação pública brasileira esteja caminhando para isso, mas a sociedade não está muito preocupada, os profissionais em educação lutam sozinhos essa guerra, vez ou outra aparecem algumas pessoas apoiando esses movimentos a favor da melhoria da educação, mas são raros.
Esses são meus votos de luto para uma educação pública que se encontra na UTI (Última Tentativa Ignorada), com o velório totalmente pago pelos políticos, com nosso dinheiro.